O Hospital Universitário da USP precisou fechar o pronto-socorro desde a última quarta-feira (19) por causa da superlotação. Além disso, a Superintendência da unidade pediu a interrupção do encaminhamento de pacientes pelo sistema de regulação e, também, suspendeu cirurgias eletivas.
Nesta semana, segundo a Superintendência do hospital, a sala de observação do pronto socorro, projetada para receber 11 pacientes, chegou a ficar com mais de 40. Ou seja, quatro vezes mais do que deveria ser a lotação máxima. Foi preciso deixar alguns doentes em poltronas.
Foi instalado um gabinete de crise no HU e solicitada uma reunião com as secretarias estadual e municipal da Saúde para discutir atendimentos de urgência e emergência na Zona Oeste. Isso porque o hospital é referência no atendimento de complexidade intermediaria da região.
José Pinhata Otoch, superintendente do Hospital Universitário da USP, afirmou que, “para conseguir resolver a urgência e emergência, nós tivemos que fechar a porta, não atender o paciente que vem por demanda espontânea”.
O superintendente explica que tem sido feita uma triagem prévia. “Ou seja, o paciente vem, ele é atendido por triagem. Se for necessário alguma coisa de complexidade do hospital, o paciente é atendido. Se não, ele é encaminhado para o Sistema Único de Saúde, para o lugar que ele precisa. As cirurgias eletivas, por uma questão operacional, eu não pude manter.”
"Nós conseguimos estruturar o serviço, conseguimos fazer o que precisávamos fazer com os pacientes que mais necessitavam e, a partir provavelmente de segunda-feira, nós voltamos à nossa rotina normal", afirmou o Otoch.
O pronto-socorro faz parte de um hospital que, nos últimos dez anos, viu sua capacidade de atendimento encolher. Desde 2013, o HU perdeu quase 500 funcionários, 25% a menos em uma década. Consequentemente, o número de leitos também diminuiu: 38%. E as internações caíram 43%.
A Secretaria Estadual da Saúde informou à TV Globo que presta apoio ao hospital para regularizar o fluxo de pacientes e que também vai buscar novas soluções compartilhadas com a direção do hospital.
A prefeitura da capital afirmou que aguarda o agendamento de uma reunião para alinhar as tratativas com a direção do HU e a Secretaria estadual da Saúde.
Fonte/Créditos: g1.globo.com
Comentários: