A prefeitura de São Paulo está utilizando drones para combater a dengue e espalhar inseticida em terrenos com potencial foco do mosquito Aedes aegypti, que também transmite zika e chikungunya. Esses locais são espaços abandonados.
Funciona assim: o morador faz a denúncia ao telefone 156. A prefeitura manda equipes para o local e, se ninguém aparecer, a equipe envia o drone. “Não há qualquer risco dessa atividade a outros animais ou mesmo aos humanos que estiverem ali nas casas ao redor da operação”, declarou o coordenador da Vigilância em Saúde, Luiz Artur Caldeira.
A ação é diferente do nebulizador, que lança produto químico para matar larvas e o mosquito adulto. O larvicida mata apenas as larvas. Além desse drone, a prefeitura de São Paulo usa outros, menores, para mapear áreas com possíveis focos do mosquito.
“É bom porque tem poças de água em cima do prédio e não tem como ver isso aí. O drone vai passar, vai ver e jogar o veneno ali em cima”, disse o motorista Gilberto Silva, morador da Zona Oeste da capital.
O drone é do mesmo modelo usado no campo para controle de pragas. Mas ele foi adaptado por causa dos vários obstáculos. Ele não é nada pequeno. Por isso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tem que auxiliar no trânsito da rua e a gente tem que dar espaço.
Aqui, especificamente, o cuidado é ainda maior porque há linhas de transmissão. O terreno pertence à concessionária de energia Enel.
O Márcio afirma que o abandono é antigo. Recentemente, a filha dele, Sofia, de 7 anos, desenvolveu uma infecção atribuída a uma mosca varejeira. Ele acredita que o inseto veio do terreno. Há até um cavalo vivendo aqui.
Fonte/Créditos: band.uol.com.br
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